quinta-feira, 10 de março de 2016

Novo túnel vai aliviar trecho de ligação entre linhas 2 e 4 do Metrô de SP

 Local que recebe hoje 22,5 mil passageiros/hora, pode chegar a 35 mil em 2019. Obra quer desafogar o trajeto dos que transitam entre o metrô Paulista/Consolação

10/03/2016 - Via Trolebus 

Renato Lobo 

Passagem sempre lotada entre linhas 4 e 2 do Metrô 
Passagem sempre lotada entre linhas 4 e 2 do Metrô
créditos: Via Trolebus

Quem passa pela ligação entre as estações Consolação (linha 2-Verde) e a Paulista (linha 4-Amarela) do Metrô de São Paulo, sabe que pode encontra uma multidão em trânsito pelo caminho. Agora, dá para imaginar o que seria se o local ganhasse um volume de pelo menos 50% a mais de usuários?!

E é esta mesma a expectativa. Um cenário assim está previsto, e onde atualmente passam pela estrutura 22,5 mil passageiros por hora, em 2019 esse número pode chegar a 35 mil, segundo disse o secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, para a reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.

Novo túnel

Prevendo este aumento de passageiros no local, a concessionária ViaQuatro, que administra a Linha 4-Amarela, anunciou que vai construir mais um túnel para desafogar esta passagem. Segundo a empresa, a previsão é que o tempo caia de 8 minutos e 20 segundos, em média, para 4 minutos e 40 segundos.

A nova passagem ligaria o final das escadas rolantes, próximo ao contador de acessos entre os dois sistemas, até o mezanino da estação Paulista.

A obra já havia sido anunciada no ano passado, e agora a nova previsão é que a construção comece até o início do próximo ano.

De acordo ainda com o secretário, o aumento na malha metroviária, com a entrega de estações das linhas 6-Laranja, 5-Lilás e 4-Amarela devem atrair novos usuários.

O túnel seria uma alternativa à construção de uma saída para a Rua Bela Cintra. “A concessionária privada (ViaQuatro) vai fazer o projeto. Eu aprovo tecnicamente, com a ajuda da equipe técnica do Metrô; eles me apresentam os valores e podemos negociar se o pagamento será em dinheiro ou ampliando o prazo da concessão (hoje de 30 anos)”, declarou Pelissioni.

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