segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Alckmin cogita não entregar obras herdadas

20/12/2010 - Folha de São Paulo

A equipe de transição do governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, não descarta a hipótese de adiar inaugurações e até mesmo deixar de concluir obras herdadas da gestão José Serra. Um dos focos de atenção é uma das vitrines de Serra: o transporte sobre trilhos.

Além do atraso de quase um ano na ampliação da linha 5 do Metrô (de Santo Amaro à Chácara Klabin), há risco de revisão dos prazos na linha 4, já duas estações previstas para novembro não foram inauguradas.

Lançadas com festa em novembro do ano passado, as obras de prolongamento do metrô entre Vila Prudente e Cidade Tiradentes, com implantação de monotrilho, esbarram em obstáculos para que sejam concluídas até 2012, como prometido.

Até agora, foram iniciadas as obras civis de um trecho de 2,4 km, num total de 23,8 km. Essa é apenas a primeira das três fases do projeto, de R$ 2,8 bilhões. Não há nem ordem de serviço para realização dos 21 km restantes.

Já na linha Ouro -- ligando o aeroporto de Congonhas ao Morumbi-- o processo de concorrência está suspenso pela Justiça por falta de apresentação do projeto básico.
A implantação da linha de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) entre São Vicente e Santos, no litoral sul, pode nem sair do papel caso nenhuma empresa apresente proposta até terça-feira, prazo final para abertura de envelope. Se não houver interessados, Alckmin terá duas saídas para o projeto, que prevê um investimento de R$ 700 milhões: reabertura de concorrência ou revisão da obra.

A transição também fará mudanças na área social. A pedido de Alckmin, os dois programas de transferência de renda do governo -- Renda Cidadã e Ação Jovem -- deverão ser condensados. Hoje, na avaliação do governador eleito, eles estão muito fragmentados.

Os programas ganharão sustância, diz a secretária Linamara Battistella (Direitos da Pessoa com Deficiência), que foi mantida.

Também por orientação de Alckmin, o formato da progressão continuada na educação deverá ser revisto.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Estações do metrô são reabertas após pane em SP

16/12/2010 - Agência Estado - Luciana Fadon Vicente

As estações Jabaquara, Conceição e São Judas da Linha 1 (Azul) do metrô foram reabertas por volta das 9h10. Segundo informações do metrô, os trens da Linha 1 já estão circulando normalmente. Um problema em uma das composições havia fechado mais cedo as três estações.

Um dos trens que havia saído da Estação Jabaquara e seguia até a Tucuruvi, parou próximo à Estação São Judas, por volta das 6h40. Alguns passageiros teriam saído da composição e andado nos trilhos até a Estação São Judas. Alguns deles teriam sido reembolsados e seguiram de ônibus ou à pé até a próxima estação, Saúde, onde havia relatos de aglomeração por volta das 8h30. Pessoas afirmaram que os ônibus que circulavam na região estavam lotados e que faltaram táxis.

A São Paulo Transporte S.A (SPTrans), atendendo à solicitação feita pelo metrô, acionou, por volta das 7h15, o Plano de Atendimento Entre Empresas em Situação de Emergência (Paese), colocando em circulação 10 ônibus para atender os passageiros nas estações fechadas. 



domingo, 12 de dezembro de 2010

Governo SP pede recursos para metrôs

24/11/2010 - O Estado de São Paulo

Duas linhas de metrô de São Paulo foram escolhidas como prioridade pelo governador eleito do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), e pelo prefeito da capital, Gilberto Kassab (DEM), para receber recursos do orçamento da União em 2011. Eles se reuniram ontem com a bancada paulista no Congresso.

Alckmin pediu R$ 200 milhões para a Linha 15-Branca (Vila Prudente-Penha) do Metrô e outros R$ 200 milhões para a construção de piscinões para conter enchentes. A bancada se comprometeu ainda a apresentar, em conjunto, uma proposta de emenda para reforçar recursos para a Saúde. Já Kassab pediu a inclusão de uma emenda com recursos para elaborar projetos de uma nova linha do Metrô, que percorreria a Avenida Celso Garcia, na zona leste. O valor não está definido.

O governo do Estado já contraiu empréstimos internacionais para a ampliação da Linha 2-Verde, que hoje vai até a Vila Prudente, na zona leste, à Cidade Tiradentes, no extremo leste, em uma via de monotrilho. Também tem recursos para construção da Linha 17-Ouro, que ligará o Aeroporto de Congonhas ao Morumbi, na zona sul, também com monotrilho. Sem contar a ampliação da Linha 5-Lilás - obra que estava licitada, mas foi cancelada após suspeitas de fraude. Só faltava garantir dinheiro para a Linha 15-Branca.

Com as duas novas linhas defendidas por governo e Prefeitura, o Metrô traça um plano de obras para a zona leste que deve, a longo prazo, desafogar a Linha 3-Vermelha (Barra Funda-Itaquera), que é, hoje, a mais lotada do mundo, com 1 milhão de passageiros transportados por dia.

É uma medida fundamental. Mas é preciso que se estabeleça uma linha de crédito correta e se faça um planejamento rápido de instalação de canteiros. O Metrô cresce, em média, dois quilômetros por ano. O ideal seria crescer seis. Se conseguiram fazer isso na Cidade do México, têm de conseguir aqui, diz o professor de engenharia de trânsito Creso de Franco Peixoto, da Fundação Educacional Inaciana (FEI). O Metrô perdeu muito o conforto, mas ainda atende (a população) com rapidez. A Linha Vermelha tem até dez usuários por metro quadrado no horário de pico e precisa ser desafogada.

Celso Garcia. A linha da Avenida Celso Garcia ainda não tem detalhado o número de estações. Até o começo deste mandato, a Prefeitura defendia que a avenida se tornasse um corredor exclusivo de ônibus. A construção de um monotrilho também foi proposta, mas logo depois descartada. As propostas de emendas serão analisadas pelo relator do orçamento, senador Gim Argello (PTB-DF). Elas podem ou não ser incluídas na lei orçamentária, que será votada e reenviada ao Executivo.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Envelopes de concorrência da Linha Ouro do Metrô de SP são abertos

03/12/2010 - G1

Cinco consórcios apresentaram propostas para participar de certame.

Ministérios Públicos Estadual e Federal querem suspensão de concorrência.

Apesar da recomendação dos Ministérios Públicos Estadual paulista e Federal para a suspensão da concorrência internacional que prevê a implantação da Linha 17 - Ouro do Metrô de São Paulo, a Companhia do Metropolitano informou que nesta sexta-feira (3) foram abertos os envelopes dos interessados em participar do certame.

Segundo o Metrô, as propostas comerciais, a partir de agora, “ficarão sob a guarda da Companhia e os documentos de habilitação serão rigorosamente analisados”. Quando o resultado da fase de habilitação for divulgado, as propostas comerciais serão abertas.

Cinco consórcios apresentaram propostas: Metropolitano (Delta Construções, Trana Construções e Itamin Transportation - Liechtenstein); Monotrilho Integração (Construtora Andrade Gutierrez, CR Almeida, SCOMI Engineering –Malásia- e MPE); Linha 17-Ouro (construtora Noberto Odebrecht, Camargo Correa, Hitachi –Japão-, Mitsubishi -Japão- e IESA); Expresso Monotrilho Ouro (construtora Queiroz Galvão, construtora OAS, Bombardier Transit Corporation –Canadá-, Bombardier Transportation Brasil); e Gold Monorail Consortium (Trends, Constran, Mendes Junior, China National, Chang Chun Rail Vehicles –China).

Além da suspensão, os procuradores e promotores também recomendaram à Caixa Econômica Federal que não aprove ou que suspenda a concessão dos financiamentos requeridos pelo Estado de São Paulo e que não libere recursos para o projeto, fabricação, fornecimento e implantação do monotrilho da Linha Ouro enquanto não houver projeto básico para a concorrência.

O projeto básico é um requisito previsto nos artigos 6º e 7º da Lei de Licitações. Segundo apurado pelo MPF, não foi elaborado o projeto básico da obra. Segundo o Ministério das Cidades, o plano está em fase de execução e seria apresentado em março de 2011.

No total, a Linha 17-Ouro terá 19 estações: Jabaquara, Hospital Sabóia, Cidade Leonor, Vila Babilônia, Vila Paulista, Jardim Aeroporto, Congonhas, Brooklin Paulista, Vereador José Diniz, Água Espraiada, Vila Cordeiro, Chucri Zaidan, Morumbi, Granja Julieta, Panambi, Paraisópolis, Américo Mourano, Estádio Morumbi e São Paulo-Morumbi. A previsão é que 230 mil pessoas sejam transportadas diariamente.

A nova linha seguirá o traçado das avenidas Roberto Marinho, Nações Unidas, Perimetral e João Jorge Saad, entre outras. Ela permitirá a conexão com o sistema metro-ferroviário nas estações Jabaquara (Linha 1-Azul) e Morumbi da CPTM (Linha 9-Esmeralda). Futuramente, a Linha 17- Ouro ainda ligará as estações Água Espraiada (Linha 5-Lilás) e São Paulo-Morumbi (Linha 4-Amarela).

Contrato

Além das ações da Promotoria e da Procuradoria, a juíza Celina Kiyomi Toyoshima, da 3ª Vara da Fazenda Pública, concedeu uma liminar nesta quinta-feira suspendo a assinatura de contrato para a implantação da Linha 17. Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, a decisão não cancela a licitação.

A liminar foi concedida até que a magistrada analise a ação civil pública impetrada pela Associação Sociedade dos Amigos de Vila Inah (Saviah), organização que reúne moradores da região onde passará a Linha Ouro.

De acordo com a Agência Estado, o governador de São Paulo, Alberto Goldman, disse que o Estado vai recorrer da decisão. "Abertas as propostas, é preciso analisá-las até chegar a um vencedor. Houve uma liminar, vamos analisá-la, não temos conhecimento dela ainda, e certamente vamos recorrer ao Tribunal de Justiça, a não ser que a liminar tenha elementos que nos convençam de que a origem dela tem razão de ser", afirmou Goldman.

Na avaliação do governador, a Saviah tem direito de defender uma causa e vão receber indenização se forem prejudicados pela futura linha. "É natural, é direito de cada um defender o que acha que deve ser defendido. Quando você faz uma linha do metrô, evidentemente você está atendendo algumas centenas de milhares de pessoas e o transporte coletivo delas e, evidentemente, afetando a vida, não vou dizer prejudicando, porque as pessoas todas são indenizadas quando há um prejuízo", afirmou.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Alckmin e Kassab dão prioridade a 2 linhas de metrô

23/11/2010 - O Estado de São Paulo - LU AIKO OTTA

Duas linhas de metrô de São Paulo foram escolhidas como prioridade do governador eleito do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), e pelo prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab (DEM), para receber recursos do Orçamento federal em 2011. Ambos se reuniram com a bancada paulista no Congresso para discutir esses projetos.

Alckmin pediu R$ 200 milhões para a linha Branca do metrô (Vila Prudente-Penha) e R$ 200 milhões para a construção de piscinões para conter enchentes. A bancada se comprometeu ainda a apresentar, em conjunto, uma proposta de emenda para reforçar recursos para a saúde.

Já Kassab pediu a inclusão de uma emenda com recursos para elaborar projetos de uma nova linha de metrô, que percorreria a avenida Celso Garcia, na zona leste da cidade. O valor não está definido. Ele também pediu recursos para a área de saúde. As propostas de emendas serão apresentadas por deputados e senadores de São Paulo e analisadas pelo relator do Orçamento, senador Gim Argello (PTB-DF). Elas podem ou não ser incluídas na Lei Orçamentária, que ainda será votada e reenviada ao Executivo. 
 

sábado, 20 de novembro de 2010

Relatórios mostram detalhes de colapso Metrô SP

17/11/2010 - Folha de S. Paulo

O colapso por mais de duas horas da principal linha do metrô de São Paulo, em setembro, foi antecedido pelo tráfego congestionado nos trilhos, por um problema na cabine do trem e sucedido por falhas de comunicação. O pânico entre as estações Pedro 2º e Sé naquela manhã de terça, dia 21, foi tanto que passageiros subiram no teto dos vagões para alcançar a passagem de emergência.

As informações, ocultadas em divulgações da estatal, constam de relatórios oficiais e depoimentos de operadores da linha 3-vermelha obtidos pela Folha -expondo bastidores do que pode ter agravado os transtornos. O Metrô, na época, divulgou que uma blusa presa na porta (incidente confirmado nos relatórios) era a provável origem da paralisação. Não há qualquer indício da sabotagem cogitada pela gestão Alberto Goldman (PSDB).

O saldo do apagão foi de 18 trens danificados e mais de 150 mil pessoas afetadas.

Comunicação

Um dos principais problemas documentados foi a dificuldade dos operadores dos trens em manter contato por radiofrequência com equipes do CCO (Centro de Controle Operacional), que ditavam as ordens na hora do pânico. O condutor do trem 363, que vinha logo atrás da primeira composição a parar, relatou: "Não consegui comunicar com CCO nenhuma vez", "CCO não me ouvia".

Ele citou também que não sabia se os avisos no sistema de som eram escutados pelos passageiros e decidiu pôr a cabeça para fora da cabine para falar com as pessoas. O condutor do trem 309, primeiro a parar, relatou comunicação entrecortada com os funcionários do CCO. Os relatórios do metrô revelam ainda que, antes do colapso, o mesmo trem enfrentava problemas em um dos indicadores que balizam a velocidade que pode atingir.

Não há, por enquanto, sinal de que essa falha possa ter interferido na paralisação. Mas por conta dela havia uma condição atípica: um técnico em eletrônica, da manutenção, de 26 anos, acompanhava a viagem. Foi ele que saiu da cabine, detectou a blusa na porta e tentou empurrá-la para dentro do vagão. O Metrô não diz se ele é treinado para isso.
Pelos depoimentos dos operadores, a parada do trem 309 antes de chegar na estação Sé ocorreu devido ao congestionamento à frente.

Ele parou na altura do X-21 (equipamento da via onde se permite a mudança entre os trilhos) por haver sinal de interferência adiante.

Confira na íntegra a nota oficial do Metrô de São Paulo:

Em relação à matéria “Relatórios revelam segredos em dia de colapso no metrô”, publicada nesta quarta-feira (17/11) pela Folha de São Paulo, o Metrô de São Paulo esclarece que:

1. Em nenhum momento afirmou que uma blusa teria causado a paralisação da Linha 3-Vermelha e que tão pouco tenha sido um ato de sabotagem. Na ocasião, o Metrô informou que não houve falha técnica e que os empregados que atuaram na ocorrência constataram uma peça de vestuário em uma das portas do último carro do trem em questão. O Metrô avaliou que essa peça foi a responsável pela perda de indicação de porta fechadas, mas jamais a causa do colapso da linha.

2. O que causou a paralisação da linha foi a descida de usuários na via, ocorrida logo após a constatação da perda da sinalização das portas. Enquanto o sistema era restabelecido, o botão de emergência para abertura das portas foi acionado no mesmo carro, porém no lado oposto, quase simultaneamente, fato não usual na operação. A presença de usuários na via exigiu que a Companhia desenergizasse a linha por medida de segurança.

3. O botão soco não foi acionado por conta da lotação. Trata-se de um dispositivo de segurança fixado na parede, protegido por uma tampa que deve ser quebrada em caso de emergência. Tanto é assim, que não há registro de acionamento involuntário.

4. Até o momento, não recebeu laudo algum sobre o assunto. As autoridades responsáveis pela investigação devem ser consultadas acerca do eventual laudo elaborado pelo Instituto de Criminalística. A Companhia ressalta que não é possível tirar conclusões definitivas a partir da análise parcial feita com base em trechos de relatórios, fora do contexto.

5. Para atender a demanda crescente do transporte metro-ferroviário e melhorar o sistema como um todo, diversas ações foram implementadas. No caso da Linha 3-Vermelha, que diariamente transporta cerca de 1,5 milhão de pessoas, foram comprados dez novos trens, além da reforma de 47 composições, em andamento. Também será implantado o CBTC, o mais moderno sistema de sinalização, que permitirá a circulação de mais trens, aumentando a oferta de lugares, e a consequente redução do intervalo. Outra ação importante é o projeto da Linha 15-Branca (Tiquatira-Vila Prudente) que redistribuirá o fluxo de passageiros, descongestionando a Linha 3-Vermelha.
 

domingo, 31 de outubro de 2010

Nova licitação pode inviabilizar conclusão das obras do metrô de SP até 2014

29/10/2010 - Folha de São Paulo

Se a licitação da linha 5-lilás do metrô de São Paulo for cancelada e tiver de ser refeita diante da suspeita de fraude, a entrega da obra até 2014 estará comprometida. A informação é da reportagem de Alencar Izidoro publicada na edição desta sexta-feira da Folha (íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL).

Serra diz que vazamento de licitação do metrô é "fato extremamente secundário"
Justiça dá 48 horas para Metrô apresentar envelopes sobre licitação
Dilma diz esperar que "pelo menos dessa vez" SP investigue fraude
Petistas cobram investigação de suposta fraude em licitação do metrô
SP determina suspensão do andamento da licitação de lotes do metrô

A avaliação é do engenheiro Jurandir Fernandes, da equipe de transição do futuro governo Geraldo Alckmin (PSDB) --responsável pelo setor de infraestrutura.

Segundo ele, se as obras começarem neste ano e não houver nenhum imprevisto, é possível trabalhar com a possibilidade de concluir a extensão da linha 5 até maio de 2014, antes da Copa. Trata-se, mesmo assim, de um cronograma muito apertado, porque a duração prevista oficialmente em contrato é de três anos e oito meses.

Mas, se a concorrência for cancelada, diz ele, uma nova levará mais seis meses pelo menos, comprometendo a conclusão da obra em 2014. A Folha revelou conhecer osvencedores de lotes com seis meses de antecedência, denúncia que levou à suspensão da concorrência.

Silva Junior - 25. out. 10/Folhapress 
Obra do metrô na região de Santo Amaro; nova licitação pode inviabilizar conclusão das obras até 2014
Obra do metrô na região de Santo Amaro; nova licitação pode inviabilizar conclusão das obras até 2014

O que passa

31/10/2010 - O Estado de São Paulo

Goldman suspende obra do Metrô por suspeita de fraude O governador de São Paulo Alberto Goldman (PSDB) determina a suspensão dos contratos da linha 5 do Metrô de São Paulo por suspeita de fraude nas licitações. O governador ordenou também a abertura de uma investigação na Procuradoria-Geral de Justiça em relação à denúncia do jornal Folha de S. Paulo de que os vencedores da concorrência já eram conhecidos desde abril. As suspeitas recaem sobre o contratos dos lotes 2 a 8, referentes aos 20 quilômetros de extensão entre o Largo 13 de Maio à Chácara Klabin, orçados em R$ 4 bilhões.


sábado, 30 de outubro de 2010

Estações do metrô de São Paulo ganham placas de sinalização

27/10/10 - CBTU

Em São Paulo aumentou o numero de estações de integração nos sistemas de trens e metrôs. Devido a esse aumento, estão sendo instaladas etiquetas informativas nas plataformas de embarque, a fim de informar aos usuários como devem ser feitas as baldeações. 

As placas indicativas do destino final de cada linha ficam destacadas no rodapé, informando aos clientes qual será a estação onde deverá ser feita a transferência de linha ou de meio de transporte.

As estações recém-inauguradas Sacomã, Vila Prudente e Tamanduateí, já possuem a sinalização. A conclusão do projeto em todas as linhas do sistema está previsto para o primeiro semestre de 2011.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Cancelamento de licitação inviabiliza Linha 5 de SP até 2014

29/10/2010 - Folha de S. Paulo

Se a licitação da linha 5-lilás do metrô de São Paulo for cancelada e tiver de ser refeita diante da suspeita de fraude, a entrega da obra até 2014 estará comprometida. A avaliação é do engenheiro Jurandir Fernandes, da equipe de transição do futuro governo Geraldo Alckmin (PSDB) - responsável pelo setor de infraestrutura. A Folha revelou conhecer os vencedores de lotes com seis meses de antecedência, denúncia que levou à suspensão da concorrência.

A pedido de Alckmin, Fernandes mantém contato no Metrô para monitorar a obra, que ligará a estação Largo Treze à Chácara Klabin, com 12 km e 11 novas estações, podendo ser vitrine da gestão. Segundo ele, se as obras começarem neste ano e não houver nenhum imprevisto, é possível trabalhar com a possibilidade de concluir a extensão da linha 5 até maio de 2014, antes da Copa.

Trata-se, mesmo assim, de um cronograma muito apertado, porque a duração prevista oficialmente em contrato é de três anos e oito meses. Uma hipótese é que ela seja aberta aos passageiros em pedaços - e não completa. Fernandes afirma ainda esperar que a Justiça e as investigações da Promotoria resolvam tudo com urgência. Mas, se a concorrência for cancelada, diz ele, uma nova levará mais seis meses pelo menos, comprometendo a conclusão da obra em 2014.

"O Geraldo me pediu que acompanhasse. Quer agilidade", diz. "Pedimos encarecidamente uma prioridade. A linha 5 é vital. Qualquer meio mês de atraso prejudica." Fernandes foi secretário dos Transportes Metropolitanos de Alckmin. Na campanha, virou um dos principais auxiliares do candidato.

O promotor Luiz Fernando Rodrigues Pinto Junior diz que as apurações costumam ter prazo inicial de 30 dias, mas geralmente prorrogado. A equipe de Alckmin avalia que a relevância da linha 5 independe da Copa. Se houver jogos em Itaquera (zona leste), a participação dela seria "muito pequena", afirma Fernandes. No caso do estádio do Morumbi, daí seria "um pouco maior". "Não se pode vincular a expansão da rede ao evento A ou B", reforça José Baião, da Associação de Engenheiros e Arquitetos de Metrô.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Metrô de São Paulo ganha novo trem

28/10/2010 - Hobby Bus

Nesta semana, o Metrô de São Paulo recebeu o 16º trem para servir a Linha 2-Verde. A entrega foi realizada na estação Vila Prudente, Zona Leste e faz parte do plano de expansão e modernização da rede metro-ferroviária da cidade, que recebe investimentos da ordem de R$ 23 bilhões do governo do Estado."Este trem entrará em funcionamento aos poucos, seguindo o padrão de testar progressivamente todos os equipamentos e sistemas, antes de colocá-lo em operação em tempo integral", explicou o governador Alberto Goldman.

A nova composição segue o mesmo padrão dos novos trens já em operação, com ar-condicionado, câmeras de segurança internas e externas, portas mais largas para facilitarem o embarque e o desembarque, além de itens de acessibilidade.

De acordo com o governo de São Paulo, a o novo trem se somará às 206 novas unidades entregues à CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e Metrô, das quais 70 já estão em operação.

As portas desta composição são maiores – a largura passou de 1,3 metros para 1,6 mestros -, facilitando o fluxo de passageiros no embarque e desembarque. Acima das portas centrais há um ‘mapa dinâmico’ que indica a localização do trem por meio de sinais luminosos, auxiliando pessoas com deficiência auditiva.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Goldman suspende processo de licitação da Linha 5 do Metrô de SP

26/10/2010 - O Estado de São Paulo - Gabriel Pinheiro

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB), suspendeu nesta terça-feira, 26, o processamento da licitação dos lotes de 3 a 8 da Linha 5-Lilás do Metrô. Goldman disse que solicitou uma investigação ao Ministério Público Estadual sobre a denúncia publicada na edição de hoje do jornal Folha de S. Paulo de que as empresas vencedoras nas obras de extensão da linha já eram conhecidas há seis meses.

"Assinamos os contratos na semana passada, mas as empresas ainda não receberam ordem de serviço. Paralisamos o andamento de qualquer obra. Nenhuma havia sido iniciada, nenhum tostão foi gasto", afirmou o governador.

O anúncio das empreiteiras que assumiriam as obras foi feito na última quinta-feira. De acordo com Goldman, a Corregedoria do Estado também vai "fazer seu trabalho junto aos agentes públicos."

Pela manhã, o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, defendeu a suspensão dos contratos. "Já não há mais licitação porque o contrato foi assinado semana passada, mas (o processo) teria que ser suspenso. Tem algo rolando e acho que o governo estadual deveria promover uma investigação suspendendo o andamento", afirmou após se reunir com deputados da bancada do PV da Assembleia Legislativa de São Paulo que declararam apoio à sua candidatura.

Serra sugeriu que pode ter havido "entendimento" entre as construtoras que venceram a licitação. Ele lembrou que o Metrô suspendeu o processo em abril deste ano e mandou as empresas concorrentes refazerem os preços. "Do ponto de vista dos custos, o Metrô atuou impecavelmente. Se houve ou não entendimento entre os construtores é uma questão que, a meu ver, tem que ser investigada", concluiu.

(COM ANNE WARTH, DA AGÊNCIA ESTADO)

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Governo de SP suspende processo de licitação do metrô após resultado vazar

26/10/2010 - R7

Jornal divulgou hoje que os resultados da concorrência eram sabidos há seis meses

O governo de São Paulo mandou suspender nesta terça-feira (26) o processo de licitação dos lotes 3 e a 8 da linha 5 (Lilás) do Metrô de São Paulo, após a notícia de que o resultado da disputa pública havia vazado há seis meses, conforme publicado hoje pelo jornal Folha de S.Paulo. O governador Alberto Goldman (PSDB) pediu a abertura de uma investigação no Ministério Público Estadual para que se apure a denúncia.

Goldman também determinou ainda que a Corregedoria Geral da Administração realize uma investigação junto ao Metrô para apurar o caso, e solicitou que a empresa também apure a denúncia.

Licitação do Metrô vazou há seis meses

Assista à íntegra do debate da RecordDe acordo com a reportagem publicada hoje pelo jornal, o veículo soube dos nomes das empresas vencedoras há seis meses, e registrou o resultado em cartório nos dias 20 e 23 de abril deste ano.

O governo de São Paulo abriu a licitação em outubro de 2008, quando José Serra (PSDB) era governador.

Os nomes dos vencedores foram anunciados pelo atual governador Alberto Goldman (PSDB) na última quinta-feira (21). São eles: consórcio Camargo Corrêa/Andrade Gutierrez (lote 3), consórcio Mendes Júnior (lote 4), consórcio Heleno & Fonseca/Triunfo Iesa (lote 5), consórcio Carioca/Cetenco (lote 6), consórcio Odebrecht/OAS/Queiroz Galvão (lote 7) e consórcio C.R. Almeida/Consbem (lote 8).

De acordo com o jornal, o valor dos lotes de 2 a 8 é superior a R$ 4 bilhões. A linha 5 irá do Largo 13 à Chácara Klabin e terá conexão com as linhas 1 (azul) e 2 (verde), além do corredor São Paulo-Diadema da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos).

O Metrô chegou a suspender o processo de licitação em abril, pedindo que todas as empresas refizessem suas propostas. A justificativa da companhia para a medida estava relacionada ao preço das obras. Em maio e junho, as empreiteiras prepararam novas propostas para a licitação, que foram entregues em julho.

De acordo com o jornal, em agosto, a direção do Metrô publicou um novo edital anunciando o nome de quatro empreiteiras qualificadas a concorrer às obras, porque somente elas teriam equipamento específico e necessário.

Outro lado

Ao entrar em contato com o Metrô, a Folha de S.Paulo recebeu a informação de que as denúncias serão investigadas pela companhia, que negou ter conhecimento de irregularidades.

Por meio de nota, o Metrô disse que “desconhece acerto entre empreiteiras” e que “nos processos licitatórios, o Metrô tem de garantir o menor preço e a melhor qualidade técnica". Ele afirmou ainda que "todas as licitações são feitas de acordo com a lei 8.666 e o Tribunal de Contas do Estado em fevereiro de 2009 analisou e deu parecer favorável ao mesmo, e permanece a disposição para prestar esclarecimentos e reafirma que o resultado da licitação da linha 5 obteve preço abaixo dos ofertados no certame revogado”.

Os consórcios também foram procurados pelo jornal e apenas dois responderam. O Andrade Gutierrez/Camargo Corrêa disse que só tomou conhecimento do resultado da licitação em 24 de setembro, “quando os ganhadores foram divulgados em sessão pública”. 
O consórcio Odebrecht/OAS/Queiroz Galvão informou que, dessa licitação, “só dois trechos poderiam ser executados com a máquina conhecida como ‘tatu’ e apenas dois consórcios estavam qualificados para usar o equipamento”.

Trem do Metrô SP terá janela que abre em emergência

26/10/2010 - O Estado de S.Paulo

Após a pane que paralisou a Linha-3 Vermelha, a mais movimentada do metrô, por quase três horas em setembro, a companhia estuda instalar nos trens novas janelas que podem ser abertas. Hoje, essas composições têm ar-condicionado e vidros lacrados. A medida evitaria que os passageiros forçassem a abertura das portas para amenizar o calor, se houver falta de energia. Assim, seria possível acelerar a retomada das operações. Ainda não há definição de datas para a conclusão do estudo nem para a troca das janelas.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Ampliação da Linha 5 do Metrô SP começa em 30 dias

21/10/2010 - O Estado de S. Paulo

Com quase um ano de atraso, a ampliação da Linha 5-Lilás do Metrô deve começar em 30 dias. Ontem, o Estado assinou a ordem de serviço para o início da construção de mais 11 estações, ligando Santo Amaro à Chácara Klabin, ambas na zona sul. A previsão é de que a linha esteja completa em 2014. Cerca de 60% dos 360 imóveis que terão de ser desapropriados já foram desocupados, diz o Metrô.

As desapropriações incluem imóveis de luxo de Moema e Brooklin, além de pontos comerciais valorizados, como o quarteirão da Avenida Ibirapuera entre a Rua Cotovia e a Alameda dos Eucaliptos - na frente do Shopping Ibirapuera.

Denúncias de prejuízos ambientais causados pelas desapropriações motivaram o Ministério Público Estadual a abrir, no ano passado, uma ação civil pública. O foco da investigação recaiu sobre os bairros de Vila Mariana e Chácara Klabin.

A Promotoria do Meio Ambiente concluiu a investigação em 22 de julho. Mas ainda deve ser decidido se o caso será realmente arquivado.

Novo tatuzão. A obra será tocada por oito consórcios e terá frentes de trabalho simultâneas. Construtoras como Queiroz Galvão, Camargo Correa, OAS e Odebrecht estão na lista de contratadas para o serviço. O túnel que ligará as estações será construído a partir da Estação Adolfo Pinheiro, que já estava sendo erguida. O governador Alberto Goldman (PSDB) disse que o túnel será feito com uma máquina similar ao megatatuzão, usado na Linha 4-Amarela.

O custo da ampliação da linha é de R$ 6 bilhões - valor que inclui a compra dos trens e do maquinário, como escadas rolantes, catracas inteligentes e as portas de plataforma. No ano passado, o processo de licitação para contratar as empresas que fariam o serviço chegou a ficar um mês parado, por causa de contestações apresentadas pelo Tribunal de Contas do Estado.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Governo assina contratos para expansão da Linha 5-Lilás do Metrô

20/10/2010 - Portal do Governo do Estado de São Paulo - Ciete Silvério

Extensão contará com mais 12 quilômetros de linhas, 11 novas estações e passará a atender 640 mil passageiros/dia

Atualmente, a linha 5-Lilás atende cerca de 178 mil passageiros/dia e se conecta com a Linha 9-Esmeralda da CPTM na estação Santo AmaroDownload

O governador Alberto Goldman participou nesta quarta-feira, 20, da assinatura dos contratos dos lotes 2 a 8 do prolongamento da Linha 5-Lilás do Metrô, cujas obras, no trecho entre Adolfo Pinheiro e Chácara Klabin, devem ser iniciadas em até 30 dias, com a abertura das ordens de serviço, devendo durar até meados de 2014.

Com a expansão da Linha 5-Lilás, Santo Amaro ficará mais perto do centro de São Paulo. O novo trecho reduzirá em cerca de uma hora o tempo de deslocamento para usuários da zona sul da cidade.

No total, a Linha 5-Lilás terá 20 quilômetros de trilhos e será conectada com as Linhas 1-Azul, em Santa Cruz, e 2-Verde, em Chácara Klabin, além do corredor São Paulo-Diadema da EMTU.

Atualmente, a Linha 5-Lilás opera no trecho entre as estações Capão Redondo e Largo Treze, com seis estações e extensão de oito quilômetros, atendendo cerca de 178 mil passageiros/dia e se conectando com a Linha 9-Esmeralda da CPTM na estação Santo Amaro.

Os lotes de 2 a 8 correspondem à construção das obras civis, acabamento e via permanente do prolongamento da Linha 5-Lilás, que seguirá da futura estação Adolfo Pinheiro, no centro de Santo Amaro, pelos eixos das avenidas Adolfo Pinheiro, Santo Amaro e Ibirapuera, continuando pela rua Pedro de Toledo. Serão atendidos os bairros do Brooklin, Campo Belo, Ibirapuera, Moema, Vila Clementino, Vila Mariana e Chácara Klabin. As obras do trecho entre Largo Treze e Adolfo Pinheiro já estão em andamento.

Além de tornar a viagem da zona sul ao centro mais rápida, a Linha 5-Lilás facilitará o acesso a oito grandes hospitais, como o Hospital do Servidor Público e o Hospital São Paulo, tornando os serviços públicos básicos mais acessíveis a um grupo mais amplo da sociedade.

Plano de Expansão

As obras de extensão da Linha 5-Lilás da fazem parte do Plano de Expansão dos Transportes Metropolitanos, por meio do qual o Governo de São Paulo investirá R$ 23 bilhões, até 2011, na ampliação do Metrô e na modernização da malha ferroviária.

Do Metrô

Assinados contratos para expansão da Linha 5






Extensão contará com mais 12 quilômetros de linhas, 11 novas estações e passará a atender 640 mil passageiros/dia




Os contratos dos lotes 2 a 8 do prolongamento da Linha 5-Lilás do Metrô, entre Adolfo Pinheiro e Chácara Klabin, foram assinados nesta quarta-feira (20). As obras devem ser iniciadas em até 30 dias, com a abertura das ordens de serviço, devendo durar até meados de 2014. 



Com a expansão da Linha 5-Lilás, Santo Amaro ficará mais perto do centro de São Paulo. O novo trecho reduzirá em cerca de uma hora o tempo de deslocamento para usuários da zona sul da cidade. No total, a Linha 5-Lilás terá 20 quilômetros de trilhos e será conectada com as Linhas 1-Azul, em Santa Cruz, e 2-Verde, em Chácara Klabin, além do Corredor ABD – extensão São Paulo-Diadema, da EMTU/SP. 



O evento que oficializou as contratações aconteceu na Estação Santo Amaro, da Linha 5-Lilás, e contou com a presença do governador de São Paulo, Alberto Goldman, do secretário de Estado dos Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, e do presidente do Metrô, José Jorge Fagali. 



Atualmente, a linha opera no trecho entre as estações Capão Redondo e Largo Treze, com seis estações e extensão de 8 quilômetros, atendendo cerca de 178 mil passageiros/dia e se conectando com a Linha 9-Esmeralda da CPTM na estação Santo Amaro. O trecho entre Largo Treze e a futura Estação Adolfo Pinheiros já se encontra em obras. 



Os lotes de 2 a 8 correspondem à construção das obras civis, acabamento e via permanente do prolongamento da Linha 5-Lilás, que seguirá da futura estação Adolfo Pinheiro, no centro de Santo Amaro, pelos eixos das avenidas Adolfo Pinheiro, Santo Amaro e Ibirapuera, continuando pela Rua Pedro de Toledo. Serão atendidos os bairros do Brooklin, Campo Belo, Ibirapuera, Moema, Vila Clementino, Vila Mariana e Chácara Klabin. As obras do trecho entre Largo Treze e Adolfo Pinheiro já estão em andamento. 



Além de tornar a viagem da zona sul ao centro mais rápida, a Linha 5-Lilás facilitará o acesso a oito grandes hospitais, como o Hospital do Servidor Público e o Hospital São Paulo, tornando os serviços públicos básicos mais acessíveis a um grupo mais amplo da sociedade. 


Linha 4 de SP terá túnel para manobra de trens

20/10/2010 - O Estado de S.Paulo

Seis anos depois de iniciada e já com 12,8 km de túnel escavados e concluídos no ano passado, a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) vai agora fazer o projeto para furar uma continuidade da Linha4-Amarela. Será um prolongamento de 1,5 km a partir do já existente túnel de acesso ao Pátio Vila Sônia até a Rua David Matarasso, no Jardim Monte Kemel, zona oeste da capital. Ele servirá para as manobras de trens.

A escolha da empresa que fará os estudos técnicos e sondagens do solo para que seja elaborado o projeto executivo do novo túnel será realizada hoje. Segundo o Metrô, a concorrência também servirá para fazer a pré-qualificação para execução de todas as obras civis da segunda fase da Linha Amarela.

A previsão do Metrô é de escavar o novo túnel e construir cinco estações da segunda fase da linha - Vila Sônia, São Paulo-Morumbi, Fradique Coutinho, Oscar Freire e Higienópolis-Mackenzie - até 2013. Anteriormente, a previsão era concluir o trajeto todo em 2012.

O Metrô informou, por nota, que "a construção do túnel é necessária para permitir o acesso à estação, um novo acesso ao pátio Vila Sônia e para (realização de) manobra de trens". "É importante ressaltar que as obras não interferirão na operação das estações da primeira fase", diz a companhia. As outras paradas da Linha 4 - Butantã, Pinheiros, República e Luz - devem ficar prontas até o próximo ano. As paradas Faria Lima e Paulista estão em operação parcial desde maio.

Para o novo túnel será preciso desapropriar 42 imóveis, já declarados de utilidade pública em 2005. Durante a escavação está prevista a retirada de 294,7 mil m³ de terra, areia e pedras.

Interligação. A Estação Vila Sônia da Linha 4 vai interligar o metrô com um terminal de ônibus. Esse terminal rodoviário ficará localizado entre as Avenidas Francisco Morato e Eliseu de Almeida, paralelo à Rua Heitor dos Prazeres, ao lado do pátio onde manobram os trens da Linha 4.

Haverá integração de ônibus municipais, intermunicipais e o metrô. Será operado em conjunto pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), empresa do governo estadual, e pela São Paulo Transporte (SPTrans), da Prefeitura. Está prevista a movimentação de 600 ônibus por hora nos picos, com capacidade para atender aproximadamente 45 mil usuários por hora nos períodos piores da manhã e da tarde.

O terminal de ônibus ficará suspenso sobre o Pátio Vila Sônia do metrô, em áreas já desapropriadas. Será uma edificação de dois pisos. O piso superior contará com as plataformas de embarque e desembarque dos ônibus urbanos e metropolitanos. Na área inferior ficarão os acessos de usuários e espaço para comércio e serviços de apoio. No nível do solo continuará a funcionar o pátio de trens da Linha Amarela, sem interferência do novo prédio.

Segundo Pedro Serrano, professor de Direito Constitucional da PUC-SP, a divisão de uma obra tão ampla como essa da Linha 4-Amarela do Metrô em vários segmentos pode ter respaldo da legislação, se o princípio fundamental de economia para o Estado for respeitado.

A licitação escolherá a empresa ou consórcio que oferecer o menor preço. Para um contrato de 16 meses para fazer as sondagens e estudar o tipo de solo que será escavado o túnel, essa concorrência tem valor estimado de R$ 1,7 milhão. A primeira etapa da linha, que incluiu escavação de 12,8 quilômetros de túnel e a construção de seis estações, já custou mais de R$ 2,3 bilhões.

domingo, 17 de outubro de 2010

Metrô improvisa passarela para abrir estação Pinheiros

17/10/2010 - Os Amigos da Presidente

O Metrô de São Paulo fez mudanças no projeto original, decidiu improvisar e inclusive bancar a implantação de uma passarela provisória na tentativa de entregar a estação Pinheiros da linha 4-amarela no final deste ano.

O gasto de R$ 1,542 milhão será custeado pela própria companhia porque a estrutura definitiva, sob responsabilidade das empreiteiras do Consórcio Via Amarela, só ficará pronta no ano que vem.

A montagem da passarela provisória, com peças de aço tubular, visa possibilitar a integração dos passageiros com a estação Pinheiros da linha 9-esmeralda da CPTM. Sem a conexão, a importância da linha 4 fica limitada.

O contrato do Metrô com a Ina Representações prevê que, em até nove meses, a estrutura seja desmontada -e substituída pela definitiva.

A linha 4 do metrô está em construção há sete anos e, cinco meses atrás, teve duas estações (Faria Lima e Paulista) abertas em operação assistida, das 9h às 15h.

A abertura de uma cratera na estação Pinheiros deixou sete mortos em janeiro de 2007, nos primeiros dias do governo José Serra (PSDB).

Depois de atrasos, a última previsão do governo era inaugurar as duas próximas paradas, Butantã e Pinheiros, no fim do ano, deixando Luz e República para 2011.

Embora a programação ainda esteja mantida, dentro do Metrô há temores de atraso na Pinheiros -que, segundo a companhia, está em "fase final de acabamento".

MUDANÇA DE PROJETO

A construção da passarela na estação Pinheiros representa uma mudança no projeto da linha 4, que previa uma ligação subterrânea entre a malha de metrô e trens.

O Consórcio Via Amarela provavelmente gastaria mais com esse túnel do que com a passarela, segundo técnicos.

O Metrô não informou, porém, se, com a mudança, houve alguma revisão do valor a ser pago pela obra.

Funcionários da companhia suspeitam que a alteração do projeto tenha sido motivada pelo acidente na estação Pinheiros em 2007, quando houve discussões sobre a instabilidade do solo.

Eles também temem que a passarela aumente os deslocamentos a pé para a baldeação com a rede da CPTM.

O Metrô não confirma qualquer relação da cratera com a alteração do projeto.

Ele atribui a mudança de planos à elevação da demanda na linha 9 da CPTM -que circula ao longo da marginal Pinheiros e que teve um salto de 115 mil para 279 mil passageiros diários desde 2006.

Segundo a companhia, a implantação do acesso subterrâneo interligando as estações Pinheiros do Metrô e da CPTM implicaria na operação da linha 9 de maneira restrita naquele trecho.

Ela afirma que "isso era possível à época do projeto inicial", mas que, nos últimos anos, a linha teve aumento de usuários três vezes superior à média das demais. Assim, diz, a construção do túnel provocaria transtornos "como elevação dos intervalos e paralisações pontuais¨. Estado

CET interdita trecho da avenida Adolfo Pinheiro para obras do metrô em SP

16/10/2010 - Folha de São Paulo

A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) vai interditar a partir das 7h deste domingo um trecho da avenida Adolfo Pinheiro, em Santo Amaro, para a realização de obras da linha 5 - Lilás do Metrô. De acordo com a empresa, a interdição deve durar aproximadamente 60 dias.

O trecho a ser interditado fica entre o Largo 13 e a rua Conde de Itu. Os veículos que seguem pelo sentido centro da avenida Adolfo Pinheiro serão desviados para a pista no sentido bairro. Já para os motoristas que seguem no sentido bairro, a opção é a rua Doutor Antônio Bento e a avenida Mário Lopes Leão.

A CET vai monitorar a interdição e orientar motoristas e usuários.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Linha 4 valoriza o entorno em 30% e Metrô quer obras e uma parte do IPTU

13/10/2010 - O Estado de São Paulo - Vitor Hugo Brandalise, Renato Machado, Tiago Dantas

Companhia ainda estuda contrapartidas para aumentar demanda de estações, mas recursos só virão se houver parceria com a Prefeitura

O Metrô pretende cobrar a Prefeitura e a iniciativa privada pela valorização que provoca ao inaugurar novas linhas e estações. A companhia concluiu o primeiro estudo que mostra o impacto nos valores dos imóveis no entorno da Linha 4-Amarela e apontou uma alta média de 30%. Com os dados em mãos, o objetivo é exigir do poder público parte do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e também a construção de moradias sociais nessas áreas.

Desde 2006, a Companhia do Metropolitano de São Paulo analisou 6.049 apartamentos ao longo do ramal, a partir da Luz, no centro, até a Vila Sônia, zona sul. A ideia era fazer um mapeamento detalhado da valorização, para quantificar o desenvolvimento trazido pela linha - e cobrar contrapartidas dos beneficiados pelos investimentos para reverter em melhorias na rede.

"O objetivo é que parte da valorização vá para a companhia. Estamos criando um modelo que será utilizado em todas as linhas quando for finalizado", disse a pesquisadora Marise Rauen Vianna, integrante da Coordenação de Estudos de Impactos Urbanos, Sociais e de Desenvolvimento do Metrô. "O valor das unidades próximas das estações inauguradas está sendo checado. E a pesquisa continuará dentro de um ano, quando faremos outra medição perto das novas estações. Um novo indicador será criado, para buscar a real valorização trazida pelo metrô."

Os primeiros resultados foram apresentados há duas semanas na Comissão de Entendimentos com Concessionárias da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras. Especialistas em Direito avaliam que o Metrô precisa fechar parcerias para obter recursos, pois o caso não pode se enquadrar no tributo de "contribuição por melhoria". "Precisa haver acordo entre o Estado e o Município, mas não existe como o Metrô obrigar o pagamento", diz o professor da Universidade de São Paulo (USP) Fernando Menezes.

Moradias sociais. Além de pressionar para que parcela do IPTU seja investida na rede, o Metrô pretende utilizar o estudo para subsidiar outras negociações. A construção de moradias sociais perto da rede, segundo a Coordenadoria, é um dos interesses da companhia, que pretende fazer acordo com a Prefeitura para isso. "Assim, a população mais pobre não será expulsa do entorno, como geralmente ocorre", disse Marise.

O estudo também será usado como base para convencer empreendedores a construir imóveis para classe média - que é exatamente o público-alvo do metrô - próximo das estações. "Com a demanda distribuída ao longo da rede, haverá um maior número de viagens por mais pessoas. É bom para a população, que se desloca menos, e para o Metrô, que terá maior número de viagens e, consequentemente, mais tarifas pagas", disse o presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Metrô, José Geraldo Baião.

Valorização. A valorização média de 30% fica em imóveis localizado a até três quarteirões da Linha 4-Amarela (300 metros). Em pesquisa com imobiliárias, o Metrô descobriu também que o maior interesse do mercado é no Largo da Batata - a valorização chega a mais de 100% - e na Vila Sônia, na zona sul.

A médio prazo, deve ser valorizado o entorno das Estações Oscar Freire, Fradique Coutinho, Higienópolis (previstas para 2012), Butantã (para novembro) e da já inaugurada Paulista. O perfil residencial mais cotado para construção no entorno da Linha 4 foi o de unidades "econômicas", para classes B e C. O mercado demonstrou interesse em empreendimentos comerciais que recebam demanda de metrô, como é o caso de shoppings ligados às estações.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Metrô defende sistema, que sairá do papel em 2012

10/10/2010 - O Estado de S.Paulo

O Metrô afirma que a opção pelo "metrô leve" em algumas linhas se deve a diversos fatores. Como melhor inserção urbana, atendimento à demanda, menos desapropriações, custo inferior para instalação, menor impacto ambiental e urbanístico, entre outros.

De acordo com a empresa, as linhas foram planejadas para atender à procura, a partir de dados da pesquisa Origem-Destino de 2007 e das condições socioeconômicas e sociais da população, projetados para o futuro.

A previsão de entrega das primeiras estações da expansão do Expresso Tiradentes é 2012. A linha estará em operação até a região de Cidade Tiradentes em 2014. A expectativa é de 500 mil usuários por dia. Já a Linha 16-Prata (Cachoeirinha-Lapa) está com projeto funcional em desenvolvimento.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

São Paulo governor signs metro finance deal

05/10/2010 - IRJ

THE governor of the Brazilian state of São Paulo Mr Alberto Glodman has signed a $US 780 million financing agreement with the International Bank for Reconstruction and Development (IBRD) to help fund metro projects in São Paulo.

The funds include $US 650 million for the Line 5 expansion programme, which will be used to buy 26 new trains. The $US 2.5 billion project is also being supported by the Brazilian Development Bank ($US 432 million), the International Development Bank ($US 481 million) and the state treasury ($US 921 million).

The remaining $US 130 million will be used to complete Line 4 (pictured), the city's first fully-automated metro line, which when fully opened, will run for 12.8km between Luz and Villa Sônia. The initial 3.6km section between Faria Lima and Paulista opened in May.



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http://www.railjournal.com/newsflash/s-o-paulo-governor-signs-metro-finance-deal.html

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Metrô SP tira bancos para abrir espaços

30/09/2010 - Jornal Agora/SP

Os trens do Metrô com mais de 20 anos de uso terão bancos retirados para ganhar mais espaço. A reforma faz parte de um projeto de modernização das composições, que ganharão ar-condicionado e mais barras para que os passageiros se segurem.

Os trens reformados devem ter a mesma configuração das novas composições. Ao lado das portas, haverá apenas um assento de cada lado, aumentando o espaço para os passageiros.

O objetivo da mudança, segundo o Metrô, é melhorar a circulação de pessoas que entram e saem dos vagões, além de adequar o espaço para os passageiros com necessidades especiais.

Metrô SP lança edital para construção da Linha 17-Ouro


01/10/2010 - Revista Ferroviária


O Metrô de São Paulo lançou ontem (30) o edital para a implantação da Linha 17-Ouro, operada por monotrilho, que ligará a estação Jabaquara (Linha 1-Azul), o Aeroporto de Congonhas e a estação São Paulo-Morumbi (Linha 4-Amarela).

O edital estará disponível no site e na sede do Metrô a partir de segunda-feira, 04 de outubro. A abertura das propostas deve ocorrer em 18 de novembro.
A empresa vencedora será responsável pela implantação da linha, fornecimento da frota de 24 trens e sistemas. O contrato terá 42 meses de vigência a partir da assinatura. O ganhador será aquele que oferecer o menor preço dentre as empresas habilitadas.

Quando concluída, a Linha 17-Ouro terá 18 km de extensão, com 19 estações: Jabaquara; Hospital Sabóia; Cidade Leonor; Vila Babilônia; Vila Paulista; Jardim Aeroporto; Congonhas; Brooklin Paulista; Vereador José Diniz; Água Espraiada; Vila Cordeiro; Chucri Zaidan; Morumbi; Granja Julieta; Panambi; Paraisópolis; Américo Mourano; Estádio Morumbi; São Paulo-Morumbi.

A Linha seguirá o traçado das avenidas Roberto Marinho, Nações Unidas, Perimetral e João Jorge Saad, entre outras.  Haverá conexão com o sistema metro-ferroviário nas estações Jabaquara (Linha 1-Azul) e Morumbi da CPTM (Linha 9-Esmeralda) e nas futuras estações Água Espraiada (Linha 5-Lilás) e São Paulo-Morumbi (Linha 4-Amarela).
A previsão é atender cerca de 230 mil pessoas/dia.

http://www.revistaferroviaria.com.br/index.asp?InCdNewsletter=5621&InCdUsuario=&InCdMateria=11588&InCdEditoria=1

O metrô paga pelo sucesso

27/09/10 - O Estado de São Paulo

Um defeito no sistema de controle das portas de uma composição que circulava na Linha 3-Vermelha do metrô de São Paulo provocou a paralisação do serviço por mais de duas horas em 18 estações, prejudicando pelo menos 250 mil pessoas em pleno pico da manhã de terça-feira. Presos dentro dos vagões, no escuro e sem ar condicionado, os passageiros acionaram os comandos de abertura das portas e caminharam sobre os trilhos. Foi a 14.ª falha do metrô em pouco mais de quatro meses, conforme levantamento do Estado. Segundo a Companhia do Metropolitano, uma blusa impediu o fechamento das portas, provocando o problema. Para os especialistas em transporte público, a superlotação do sistema explica as panes recorrentes.

O metrô apresenta números impressionantes. É o segundo do mundo em número de passageiros por quilômetro de linha, perdendo apenas para o metrô de Tóquio. Essa relação expressa a intensidade de utilização da rede disponível. Na capital paulista, que dispõe de uma rede metroviária de 65,3 quilômetros, o índice alcança 11,5 milhões de passageiros transportados por quilômetro por ano, muito próximo do índice do metrô de Tóquio, de 11,9 milhões de pessoas por quilômetro por ano, mas numa rede de 286,2 quilômetros de trilhos. No último dia 3, véspera do feriado prolongado de 7 de Setembro, 3,794 milhões de pessoas passaram pelas catracas das 57 estações das quatro linhas do sistema paulistano - um recorde.

Nos últimos anos, o governo do Estado decidiu investir significativamente no programa Expansão SP, um projeto de melhoria do serviço em todo o sistema metroferroviário da região metropolitana de São Paulo. A meta é quadruplicar a rede, dos atuais 65,3 quilômetros para 240 quilômetros - dessa malha, 160 quilômetros são de linhas da CPTM - trens urbanos que passarão a circular com o conforto oferecido pelo metrô. Com esse projeto, espera-se atender a um aumento de 55% da demanda atual.

Embora os esforços do governo sejam significativos - o investimento até o fim do ano é de R$ 21 bilhões -, cada avanço do programa traz para o sistema uma quantidade de pessoas maior do que a planejada. Para cada dez novas vagas nos vagões, há pelo menos 13 novos passageiros. São pessoas que trocam os péssimos serviços prestados por ônibus e lotações pela qualidade oferecida pelo metrô. Assim, quanto mais o sistema melhora, mais passageiros atrai e maior a superlotação dos trens, causa principal das falhas. O sucesso se transformou em problema no metrô.

Esse efeito perverso só poderia ser neutralizado pela efetiva integração entre os sistemas de ônibus, metrô e trens, que fosse além do bilhete único. Mais do que oferecer tarifa única para os passageiros por um determinado período de viagens entre esses modais, as autoridades deveriam exigir que a qualidade, a eficiência e a segurança dos serviços prestados por cada um dos meios de transporte fossem equivalentes às do metrô.

Um sistema de ônibus que ofereça conforto aos passageiros, racionalidade nos trajetos, velocidade assegurada por corredores exclusivos e estações de transferência modernas pode competir de igual para igual na preferência dos passageiros. E com investimentos menores do que os exigidos para a construção de uma rede metroviária.

Especialistas estimam que há necessidade de 500 quilômetros de trilhos de metrô para atender a toda a demanda da capital e região. É o dobro do que se pretende atingir com o Expansão SP. A incapacidade do Estado de acompanhar o aumento da demanda deságua na insatisfação dos usuários. Na pesquisa da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), o índice de passageiros do metrô que consideram o serviço bom ou excelente recuou de 96% em 1999 para 82% no ano passado.

Portanto, será fundamental que o governo estadual refaça o planejamento de seus investimentos. As prefeituras da Grande São Paulo, por sua vez, precisam unir seus esforços aos da Companhia do Metropolitano no planejamento do transporte público.

http://www.cbtu.gov.br/noticias/clipping/2010/mes09/270910a/270910a.html 

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Governador lança edital para licitação da linha 17-Ouro do Metrô e diz que obras devem durar três anos

Miguel Schincariol/Perspectiva/AE

publicado em 30/09/2010 às 12h59: atualizado em: 30/09/2010 às 14h00

Alberto Goldman afirmou que optou por modelo de trem elevado por ser mais barato

Camilla Rigi, do R7

Prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), e governador do Estado, Alberto Goldman (PSDB), participaram de lançamento do edital para as obras da linha 17-Ouro do Metrô

O governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB), anunciou, no final da manhã desta quinta-feira (30), a abertura do edital de concorrência para a construção da linha 17-Ouro do Metrô, que vai ligar as regiões sul e sudoeste de São Paulo e o aeroporto de Congonhas à rede atual. Segundo Goldman, após a fase da licitação, a previsão é de que a linha seja entregue à população três anos depois do início das obras. 

Diferente das cinco linhas que funcionam atualmente na capital paulista, o novo trecho não deverá ser subterrâneo, com o transporte sendo realizado por monotrilho. Goldman justificou a escolha da tecnologia pelo custo que ela representa aos cofres públicos e pelos transtornos que uma obra subterrânea causa a uma cidade do porte de São Paulo. 

O governador estimou que são gastos cerca de R$ 400 milhões para cada um quilômetro de metrô subterrâneo. Já no caso do metrô aéreo - como o que deve ser feito na linha Ouro - o custo varia de R$ 160 a R$ 170 milhões por quilômetro construído. 

- Eventualmente [o metrô aéreo] pode afetar a paisagem de quem vai estar na beira da avenida, mas não é justificativa suficiente para deixar de fazer um metrô que vai custar um terço ou 40% em relação ao metrô que custaria duas vezes e meia a mais. Não teria sentido para qualquer administração envolver um volume de recursos tão elevado quando não há disponibilidade para tanto e há necessidade [desse recurso] em tantas e tantas áreas sociais e até de infraestrutura.

Na última audiência pública realizada para discutir o projeto, não houve um consenso entre a comunidade sobre se aceitava ou não a obra em via elevado. O governador, no entanto, declarou que o projeto é antigo e o metrô elevado é a melhor opção, mas afirmou que há possibilidade de discussão com a população para acrescentar algumas melhorias à proposta.

A nova linha está orçada em R$ 3,1 bilhões, sendo R$ 1,3 bilhão do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) e R$ 1,8 bilhão de verba do Estado. Serão 18 km de vias que devem transportar cerca de 230 mil passageiros por dia.

O governador também explicou porque essa obra, menor que a ampliação do Expresso Tiradentes que terá quase 24 km, será mais cara. 

- Cada linha é diferente. O volume de desapropriações são diferentes. No Expresso Tiradentes, a partir da região de São Mateus quase não haverá desapropriações.

A previsão, segundo Goldman, é que a obra dure cerca de três anos. Ele não deu previsão para término da licitação e assinatura do contrato para a construção da linha Ouro. 

Metrô amplia horário de funcionamento de estações da Linha Verde

por Eduardo Reina - Blog
29.setembro.2010 15:49:28 - O Estado de São Paulo


A partir de amanhã, o horário de funcionamento das estações Tamanduateí e Vila Prudente da Linha 2-Verde do Metrô será ampliado. Os usuários poderão usar os trens das 8h30 às 17 horas. Hoje, funciona das 9 horas às 16h30. Mesmo com horário maior, continuará a vigorar a operação assistida, para que sejam feitos testes. As duas estações também funcionarão aos sábados, domingos e feriados, nesse mesmo horário. O percurso entre as duas paradas é gratuito. Para efetuar a transferência para o sistema Metrô na Estação Sacomã ou para a Linha 10-Turquesa da CPTM na Estação Tamanduateí é preciso efetuar o pagamento da tarifa.

http://blogs.estadao.com.br/eduardo-reina/2010/09/29/metro-amplia-horario-de-funcionamento-de-estacoes-da-linha-verde/

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Operação assistida terá horário ampliado


Metrô SP - 29/09/2010

O horário da operação assistida das novas estações Vila Prudente e Tamanduateí, da Linha 2-Verde do Metrô, será ampliado a partir do dia 30 de setembro: o novo horário será das 8h30 às 17h. As estações também funcionarão aos sábados, domingos e feriados nesse mesmo horário.

Enquanto durar o período de testes, o percurso entre estas estações é gratuito. Para efetuar a transferência para o sistema Metrô na Estação Sacomã, ou para a Linha 10-Turquesa da CPTM na Estação Tamanduateí, os usuários deverão efetuar o pagamento da tarifa.

Nos períodos compreendidos das 4h40 às 8h30 e das 17h às 21h, será mantida a "Ponte Orca", com micro-ônibus fazendo o trajeto entre as estações Tamanduateí e Sacomã, de segunda a sexta-feira, exceto nos feriados. Para ter direito a essa viagem, o usuário deverá apresentar a senha informando que a tarifa já foi paga no início da viagem. 



terça-feira, 28 de setembro de 2010

Metrô terá R$ 445 milhões da prefeitura


Recurso vai ser usado para aumentar sistema
Linhas 4 e 12 serão beneficiadas com a verba
Neste sábado, 25, a Prefeitura de São Paulo publicou no Diário Oficial do Município o decreto que transfere mais R$ 455 milhões para investimentos nas obras de ampliação do Metrô.
Conforme anunciado, deste total, R$ 120,5 milhões serão aplicados na linha 4 - Amarela, e são provenientes da Operação Urbana Faria Lima, e os R$ 334,5 milhões restantes serão destinados para a linha 12 - Ouro, e foram obtidos por meio da Operação Urbana Água Espraiada, na zona sul da cidade. Com esses dois novos repasses, os investimentos da Prefeitura no Metrô já somam R$ 1 bilhão, desde 2005.
Até 2012, serão R$ 2 bilhões investidos na ampliação da rede metroviária da cidade. Em 2008 foram repassados R$ 275 milhões, em 2009 outros R$ 50 milhões e R$ 195 milhões já haviam sido destinados neste ano. Essas verbas são provenientes do Tesouro Municipal. Em 2008 e 2009, R$ 25 milhões foram repassados da Operação Urbana Faria Lima para o pagamento de desapropriações para intervenções do Metrô na região.