domingo, 31 de outubro de 2010

Nova licitação pode inviabilizar conclusão das obras do metrô de SP até 2014

29/10/2010 - Folha de São Paulo

Se a licitação da linha 5-lilás do metrô de São Paulo for cancelada e tiver de ser refeita diante da suspeita de fraude, a entrega da obra até 2014 estará comprometida. A informação é da reportagem de Alencar Izidoro publicada na edição desta sexta-feira da Folha (íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL).

Serra diz que vazamento de licitação do metrô é "fato extremamente secundário"
Justiça dá 48 horas para Metrô apresentar envelopes sobre licitação
Dilma diz esperar que "pelo menos dessa vez" SP investigue fraude
Petistas cobram investigação de suposta fraude em licitação do metrô
SP determina suspensão do andamento da licitação de lotes do metrô

A avaliação é do engenheiro Jurandir Fernandes, da equipe de transição do futuro governo Geraldo Alckmin (PSDB) --responsável pelo setor de infraestrutura.

Segundo ele, se as obras começarem neste ano e não houver nenhum imprevisto, é possível trabalhar com a possibilidade de concluir a extensão da linha 5 até maio de 2014, antes da Copa. Trata-se, mesmo assim, de um cronograma muito apertado, porque a duração prevista oficialmente em contrato é de três anos e oito meses.

Mas, se a concorrência for cancelada, diz ele, uma nova levará mais seis meses pelo menos, comprometendo a conclusão da obra em 2014. A Folha revelou conhecer osvencedores de lotes com seis meses de antecedência, denúncia que levou à suspensão da concorrência.

Silva Junior - 25. out. 10/Folhapress 
Obra do metrô na região de Santo Amaro; nova licitação pode inviabilizar conclusão das obras até 2014
Obra do metrô na região de Santo Amaro; nova licitação pode inviabilizar conclusão das obras até 2014

O que passa

31/10/2010 - O Estado de São Paulo

Goldman suspende obra do Metrô por suspeita de fraude O governador de São Paulo Alberto Goldman (PSDB) determina a suspensão dos contratos da linha 5 do Metrô de São Paulo por suspeita de fraude nas licitações. O governador ordenou também a abertura de uma investigação na Procuradoria-Geral de Justiça em relação à denúncia do jornal Folha de S. Paulo de que os vencedores da concorrência já eram conhecidos desde abril. As suspeitas recaem sobre o contratos dos lotes 2 a 8, referentes aos 20 quilômetros de extensão entre o Largo 13 de Maio à Chácara Klabin, orçados em R$ 4 bilhões.


sábado, 30 de outubro de 2010

Estações do metrô de São Paulo ganham placas de sinalização

27/10/10 - CBTU

Em São Paulo aumentou o numero de estações de integração nos sistemas de trens e metrôs. Devido a esse aumento, estão sendo instaladas etiquetas informativas nas plataformas de embarque, a fim de informar aos usuários como devem ser feitas as baldeações. 

As placas indicativas do destino final de cada linha ficam destacadas no rodapé, informando aos clientes qual será a estação onde deverá ser feita a transferência de linha ou de meio de transporte.

As estações recém-inauguradas Sacomã, Vila Prudente e Tamanduateí, já possuem a sinalização. A conclusão do projeto em todas as linhas do sistema está previsto para o primeiro semestre de 2011.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Cancelamento de licitação inviabiliza Linha 5 de SP até 2014

29/10/2010 - Folha de S. Paulo

Se a licitação da linha 5-lilás do metrô de São Paulo for cancelada e tiver de ser refeita diante da suspeita de fraude, a entrega da obra até 2014 estará comprometida. A avaliação é do engenheiro Jurandir Fernandes, da equipe de transição do futuro governo Geraldo Alckmin (PSDB) - responsável pelo setor de infraestrutura. A Folha revelou conhecer os vencedores de lotes com seis meses de antecedência, denúncia que levou à suspensão da concorrência.

A pedido de Alckmin, Fernandes mantém contato no Metrô para monitorar a obra, que ligará a estação Largo Treze à Chácara Klabin, com 12 km e 11 novas estações, podendo ser vitrine da gestão. Segundo ele, se as obras começarem neste ano e não houver nenhum imprevisto, é possível trabalhar com a possibilidade de concluir a extensão da linha 5 até maio de 2014, antes da Copa.

Trata-se, mesmo assim, de um cronograma muito apertado, porque a duração prevista oficialmente em contrato é de três anos e oito meses. Uma hipótese é que ela seja aberta aos passageiros em pedaços - e não completa. Fernandes afirma ainda esperar que a Justiça e as investigações da Promotoria resolvam tudo com urgência. Mas, se a concorrência for cancelada, diz ele, uma nova levará mais seis meses pelo menos, comprometendo a conclusão da obra em 2014.

"O Geraldo me pediu que acompanhasse. Quer agilidade", diz. "Pedimos encarecidamente uma prioridade. A linha 5 é vital. Qualquer meio mês de atraso prejudica." Fernandes foi secretário dos Transportes Metropolitanos de Alckmin. Na campanha, virou um dos principais auxiliares do candidato.

O promotor Luiz Fernando Rodrigues Pinto Junior diz que as apurações costumam ter prazo inicial de 30 dias, mas geralmente prorrogado. A equipe de Alckmin avalia que a relevância da linha 5 independe da Copa. Se houver jogos em Itaquera (zona leste), a participação dela seria "muito pequena", afirma Fernandes. No caso do estádio do Morumbi, daí seria "um pouco maior". "Não se pode vincular a expansão da rede ao evento A ou B", reforça José Baião, da Associação de Engenheiros e Arquitetos de Metrô.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Metrô de São Paulo ganha novo trem

28/10/2010 - Hobby Bus

Nesta semana, o Metrô de São Paulo recebeu o 16º trem para servir a Linha 2-Verde. A entrega foi realizada na estação Vila Prudente, Zona Leste e faz parte do plano de expansão e modernização da rede metro-ferroviária da cidade, que recebe investimentos da ordem de R$ 23 bilhões do governo do Estado."Este trem entrará em funcionamento aos poucos, seguindo o padrão de testar progressivamente todos os equipamentos e sistemas, antes de colocá-lo em operação em tempo integral", explicou o governador Alberto Goldman.

A nova composição segue o mesmo padrão dos novos trens já em operação, com ar-condicionado, câmeras de segurança internas e externas, portas mais largas para facilitarem o embarque e o desembarque, além de itens de acessibilidade.

De acordo com o governo de São Paulo, a o novo trem se somará às 206 novas unidades entregues à CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e Metrô, das quais 70 já estão em operação.

As portas desta composição são maiores – a largura passou de 1,3 metros para 1,6 mestros -, facilitando o fluxo de passageiros no embarque e desembarque. Acima das portas centrais há um ‘mapa dinâmico’ que indica a localização do trem por meio de sinais luminosos, auxiliando pessoas com deficiência auditiva.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Goldman suspende processo de licitação da Linha 5 do Metrô de SP

26/10/2010 - O Estado de São Paulo - Gabriel Pinheiro

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB), suspendeu nesta terça-feira, 26, o processamento da licitação dos lotes de 3 a 8 da Linha 5-Lilás do Metrô. Goldman disse que solicitou uma investigação ao Ministério Público Estadual sobre a denúncia publicada na edição de hoje do jornal Folha de S. Paulo de que as empresas vencedoras nas obras de extensão da linha já eram conhecidas há seis meses.

"Assinamos os contratos na semana passada, mas as empresas ainda não receberam ordem de serviço. Paralisamos o andamento de qualquer obra. Nenhuma havia sido iniciada, nenhum tostão foi gasto", afirmou o governador.

O anúncio das empreiteiras que assumiriam as obras foi feito na última quinta-feira. De acordo com Goldman, a Corregedoria do Estado também vai "fazer seu trabalho junto aos agentes públicos."

Pela manhã, o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, defendeu a suspensão dos contratos. "Já não há mais licitação porque o contrato foi assinado semana passada, mas (o processo) teria que ser suspenso. Tem algo rolando e acho que o governo estadual deveria promover uma investigação suspendendo o andamento", afirmou após se reunir com deputados da bancada do PV da Assembleia Legislativa de São Paulo que declararam apoio à sua candidatura.

Serra sugeriu que pode ter havido "entendimento" entre as construtoras que venceram a licitação. Ele lembrou que o Metrô suspendeu o processo em abril deste ano e mandou as empresas concorrentes refazerem os preços. "Do ponto de vista dos custos, o Metrô atuou impecavelmente. Se houve ou não entendimento entre os construtores é uma questão que, a meu ver, tem que ser investigada", concluiu.

(COM ANNE WARTH, DA AGÊNCIA ESTADO)

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Governo de SP suspende processo de licitação do metrô após resultado vazar

26/10/2010 - R7

Jornal divulgou hoje que os resultados da concorrência eram sabidos há seis meses

O governo de São Paulo mandou suspender nesta terça-feira (26) o processo de licitação dos lotes 3 e a 8 da linha 5 (Lilás) do Metrô de São Paulo, após a notícia de que o resultado da disputa pública havia vazado há seis meses, conforme publicado hoje pelo jornal Folha de S.Paulo. O governador Alberto Goldman (PSDB) pediu a abertura de uma investigação no Ministério Público Estadual para que se apure a denúncia.

Goldman também determinou ainda que a Corregedoria Geral da Administração realize uma investigação junto ao Metrô para apurar o caso, e solicitou que a empresa também apure a denúncia.

Licitação do Metrô vazou há seis meses

Assista à íntegra do debate da RecordDe acordo com a reportagem publicada hoje pelo jornal, o veículo soube dos nomes das empresas vencedoras há seis meses, e registrou o resultado em cartório nos dias 20 e 23 de abril deste ano.

O governo de São Paulo abriu a licitação em outubro de 2008, quando José Serra (PSDB) era governador.

Os nomes dos vencedores foram anunciados pelo atual governador Alberto Goldman (PSDB) na última quinta-feira (21). São eles: consórcio Camargo Corrêa/Andrade Gutierrez (lote 3), consórcio Mendes Júnior (lote 4), consórcio Heleno & Fonseca/Triunfo Iesa (lote 5), consórcio Carioca/Cetenco (lote 6), consórcio Odebrecht/OAS/Queiroz Galvão (lote 7) e consórcio C.R. Almeida/Consbem (lote 8).

De acordo com o jornal, o valor dos lotes de 2 a 8 é superior a R$ 4 bilhões. A linha 5 irá do Largo 13 à Chácara Klabin e terá conexão com as linhas 1 (azul) e 2 (verde), além do corredor São Paulo-Diadema da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos).

O Metrô chegou a suspender o processo de licitação em abril, pedindo que todas as empresas refizessem suas propostas. A justificativa da companhia para a medida estava relacionada ao preço das obras. Em maio e junho, as empreiteiras prepararam novas propostas para a licitação, que foram entregues em julho.

De acordo com o jornal, em agosto, a direção do Metrô publicou um novo edital anunciando o nome de quatro empreiteiras qualificadas a concorrer às obras, porque somente elas teriam equipamento específico e necessário.

Outro lado

Ao entrar em contato com o Metrô, a Folha de S.Paulo recebeu a informação de que as denúncias serão investigadas pela companhia, que negou ter conhecimento de irregularidades.

Por meio de nota, o Metrô disse que “desconhece acerto entre empreiteiras” e que “nos processos licitatórios, o Metrô tem de garantir o menor preço e a melhor qualidade técnica". Ele afirmou ainda que "todas as licitações são feitas de acordo com a lei 8.666 e o Tribunal de Contas do Estado em fevereiro de 2009 analisou e deu parecer favorável ao mesmo, e permanece a disposição para prestar esclarecimentos e reafirma que o resultado da licitação da linha 5 obteve preço abaixo dos ofertados no certame revogado”.

Os consórcios também foram procurados pelo jornal e apenas dois responderam. O Andrade Gutierrez/Camargo Corrêa disse que só tomou conhecimento do resultado da licitação em 24 de setembro, “quando os ganhadores foram divulgados em sessão pública”. 
O consórcio Odebrecht/OAS/Queiroz Galvão informou que, dessa licitação, “só dois trechos poderiam ser executados com a máquina conhecida como ‘tatu’ e apenas dois consórcios estavam qualificados para usar o equipamento”.

Trem do Metrô SP terá janela que abre em emergência

26/10/2010 - O Estado de S.Paulo

Após a pane que paralisou a Linha-3 Vermelha, a mais movimentada do metrô, por quase três horas em setembro, a companhia estuda instalar nos trens novas janelas que podem ser abertas. Hoje, essas composições têm ar-condicionado e vidros lacrados. A medida evitaria que os passageiros forçassem a abertura das portas para amenizar o calor, se houver falta de energia. Assim, seria possível acelerar a retomada das operações. Ainda não há definição de datas para a conclusão do estudo nem para a troca das janelas.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Ampliação da Linha 5 do Metrô SP começa em 30 dias

21/10/2010 - O Estado de S. Paulo

Com quase um ano de atraso, a ampliação da Linha 5-Lilás do Metrô deve começar em 30 dias. Ontem, o Estado assinou a ordem de serviço para o início da construção de mais 11 estações, ligando Santo Amaro à Chácara Klabin, ambas na zona sul. A previsão é de que a linha esteja completa em 2014. Cerca de 60% dos 360 imóveis que terão de ser desapropriados já foram desocupados, diz o Metrô.

As desapropriações incluem imóveis de luxo de Moema e Brooklin, além de pontos comerciais valorizados, como o quarteirão da Avenida Ibirapuera entre a Rua Cotovia e a Alameda dos Eucaliptos - na frente do Shopping Ibirapuera.

Denúncias de prejuízos ambientais causados pelas desapropriações motivaram o Ministério Público Estadual a abrir, no ano passado, uma ação civil pública. O foco da investigação recaiu sobre os bairros de Vila Mariana e Chácara Klabin.

A Promotoria do Meio Ambiente concluiu a investigação em 22 de julho. Mas ainda deve ser decidido se o caso será realmente arquivado.

Novo tatuzão. A obra será tocada por oito consórcios e terá frentes de trabalho simultâneas. Construtoras como Queiroz Galvão, Camargo Correa, OAS e Odebrecht estão na lista de contratadas para o serviço. O túnel que ligará as estações será construído a partir da Estação Adolfo Pinheiro, que já estava sendo erguida. O governador Alberto Goldman (PSDB) disse que o túnel será feito com uma máquina similar ao megatatuzão, usado na Linha 4-Amarela.

O custo da ampliação da linha é de R$ 6 bilhões - valor que inclui a compra dos trens e do maquinário, como escadas rolantes, catracas inteligentes e as portas de plataforma. No ano passado, o processo de licitação para contratar as empresas que fariam o serviço chegou a ficar um mês parado, por causa de contestações apresentadas pelo Tribunal de Contas do Estado.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Governo assina contratos para expansão da Linha 5-Lilás do Metrô

20/10/2010 - Portal do Governo do Estado de São Paulo - Ciete Silvério

Extensão contará com mais 12 quilômetros de linhas, 11 novas estações e passará a atender 640 mil passageiros/dia

Atualmente, a linha 5-Lilás atende cerca de 178 mil passageiros/dia e se conecta com a Linha 9-Esmeralda da CPTM na estação Santo AmaroDownload

O governador Alberto Goldman participou nesta quarta-feira, 20, da assinatura dos contratos dos lotes 2 a 8 do prolongamento da Linha 5-Lilás do Metrô, cujas obras, no trecho entre Adolfo Pinheiro e Chácara Klabin, devem ser iniciadas em até 30 dias, com a abertura das ordens de serviço, devendo durar até meados de 2014.

Com a expansão da Linha 5-Lilás, Santo Amaro ficará mais perto do centro de São Paulo. O novo trecho reduzirá em cerca de uma hora o tempo de deslocamento para usuários da zona sul da cidade.

No total, a Linha 5-Lilás terá 20 quilômetros de trilhos e será conectada com as Linhas 1-Azul, em Santa Cruz, e 2-Verde, em Chácara Klabin, além do corredor São Paulo-Diadema da EMTU.

Atualmente, a Linha 5-Lilás opera no trecho entre as estações Capão Redondo e Largo Treze, com seis estações e extensão de oito quilômetros, atendendo cerca de 178 mil passageiros/dia e se conectando com a Linha 9-Esmeralda da CPTM na estação Santo Amaro.

Os lotes de 2 a 8 correspondem à construção das obras civis, acabamento e via permanente do prolongamento da Linha 5-Lilás, que seguirá da futura estação Adolfo Pinheiro, no centro de Santo Amaro, pelos eixos das avenidas Adolfo Pinheiro, Santo Amaro e Ibirapuera, continuando pela rua Pedro de Toledo. Serão atendidos os bairros do Brooklin, Campo Belo, Ibirapuera, Moema, Vila Clementino, Vila Mariana e Chácara Klabin. As obras do trecho entre Largo Treze e Adolfo Pinheiro já estão em andamento.

Além de tornar a viagem da zona sul ao centro mais rápida, a Linha 5-Lilás facilitará o acesso a oito grandes hospitais, como o Hospital do Servidor Público e o Hospital São Paulo, tornando os serviços públicos básicos mais acessíveis a um grupo mais amplo da sociedade.

Plano de Expansão

As obras de extensão da Linha 5-Lilás da fazem parte do Plano de Expansão dos Transportes Metropolitanos, por meio do qual o Governo de São Paulo investirá R$ 23 bilhões, até 2011, na ampliação do Metrô e na modernização da malha ferroviária.

Do Metrô

Assinados contratos para expansão da Linha 5






Extensão contará com mais 12 quilômetros de linhas, 11 novas estações e passará a atender 640 mil passageiros/dia




Os contratos dos lotes 2 a 8 do prolongamento da Linha 5-Lilás do Metrô, entre Adolfo Pinheiro e Chácara Klabin, foram assinados nesta quarta-feira (20). As obras devem ser iniciadas em até 30 dias, com a abertura das ordens de serviço, devendo durar até meados de 2014. 



Com a expansão da Linha 5-Lilás, Santo Amaro ficará mais perto do centro de São Paulo. O novo trecho reduzirá em cerca de uma hora o tempo de deslocamento para usuários da zona sul da cidade. No total, a Linha 5-Lilás terá 20 quilômetros de trilhos e será conectada com as Linhas 1-Azul, em Santa Cruz, e 2-Verde, em Chácara Klabin, além do Corredor ABD – extensão São Paulo-Diadema, da EMTU/SP. 



O evento que oficializou as contratações aconteceu na Estação Santo Amaro, da Linha 5-Lilás, e contou com a presença do governador de São Paulo, Alberto Goldman, do secretário de Estado dos Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, e do presidente do Metrô, José Jorge Fagali. 



Atualmente, a linha opera no trecho entre as estações Capão Redondo e Largo Treze, com seis estações e extensão de 8 quilômetros, atendendo cerca de 178 mil passageiros/dia e se conectando com a Linha 9-Esmeralda da CPTM na estação Santo Amaro. O trecho entre Largo Treze e a futura Estação Adolfo Pinheiros já se encontra em obras. 



Os lotes de 2 a 8 correspondem à construção das obras civis, acabamento e via permanente do prolongamento da Linha 5-Lilás, que seguirá da futura estação Adolfo Pinheiro, no centro de Santo Amaro, pelos eixos das avenidas Adolfo Pinheiro, Santo Amaro e Ibirapuera, continuando pela Rua Pedro de Toledo. Serão atendidos os bairros do Brooklin, Campo Belo, Ibirapuera, Moema, Vila Clementino, Vila Mariana e Chácara Klabin. As obras do trecho entre Largo Treze e Adolfo Pinheiro já estão em andamento. 



Além de tornar a viagem da zona sul ao centro mais rápida, a Linha 5-Lilás facilitará o acesso a oito grandes hospitais, como o Hospital do Servidor Público e o Hospital São Paulo, tornando os serviços públicos básicos mais acessíveis a um grupo mais amplo da sociedade. 


Linha 4 de SP terá túnel para manobra de trens

20/10/2010 - O Estado de S.Paulo

Seis anos depois de iniciada e já com 12,8 km de túnel escavados e concluídos no ano passado, a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) vai agora fazer o projeto para furar uma continuidade da Linha4-Amarela. Será um prolongamento de 1,5 km a partir do já existente túnel de acesso ao Pátio Vila Sônia até a Rua David Matarasso, no Jardim Monte Kemel, zona oeste da capital. Ele servirá para as manobras de trens.

A escolha da empresa que fará os estudos técnicos e sondagens do solo para que seja elaborado o projeto executivo do novo túnel será realizada hoje. Segundo o Metrô, a concorrência também servirá para fazer a pré-qualificação para execução de todas as obras civis da segunda fase da Linha Amarela.

A previsão do Metrô é de escavar o novo túnel e construir cinco estações da segunda fase da linha - Vila Sônia, São Paulo-Morumbi, Fradique Coutinho, Oscar Freire e Higienópolis-Mackenzie - até 2013. Anteriormente, a previsão era concluir o trajeto todo em 2012.

O Metrô informou, por nota, que "a construção do túnel é necessária para permitir o acesso à estação, um novo acesso ao pátio Vila Sônia e para (realização de) manobra de trens". "É importante ressaltar que as obras não interferirão na operação das estações da primeira fase", diz a companhia. As outras paradas da Linha 4 - Butantã, Pinheiros, República e Luz - devem ficar prontas até o próximo ano. As paradas Faria Lima e Paulista estão em operação parcial desde maio.

Para o novo túnel será preciso desapropriar 42 imóveis, já declarados de utilidade pública em 2005. Durante a escavação está prevista a retirada de 294,7 mil m³ de terra, areia e pedras.

Interligação. A Estação Vila Sônia da Linha 4 vai interligar o metrô com um terminal de ônibus. Esse terminal rodoviário ficará localizado entre as Avenidas Francisco Morato e Eliseu de Almeida, paralelo à Rua Heitor dos Prazeres, ao lado do pátio onde manobram os trens da Linha 4.

Haverá integração de ônibus municipais, intermunicipais e o metrô. Será operado em conjunto pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), empresa do governo estadual, e pela São Paulo Transporte (SPTrans), da Prefeitura. Está prevista a movimentação de 600 ônibus por hora nos picos, com capacidade para atender aproximadamente 45 mil usuários por hora nos períodos piores da manhã e da tarde.

O terminal de ônibus ficará suspenso sobre o Pátio Vila Sônia do metrô, em áreas já desapropriadas. Será uma edificação de dois pisos. O piso superior contará com as plataformas de embarque e desembarque dos ônibus urbanos e metropolitanos. Na área inferior ficarão os acessos de usuários e espaço para comércio e serviços de apoio. No nível do solo continuará a funcionar o pátio de trens da Linha Amarela, sem interferência do novo prédio.

Segundo Pedro Serrano, professor de Direito Constitucional da PUC-SP, a divisão de uma obra tão ampla como essa da Linha 4-Amarela do Metrô em vários segmentos pode ter respaldo da legislação, se o princípio fundamental de economia para o Estado for respeitado.

A licitação escolherá a empresa ou consórcio que oferecer o menor preço. Para um contrato de 16 meses para fazer as sondagens e estudar o tipo de solo que será escavado o túnel, essa concorrência tem valor estimado de R$ 1,7 milhão. A primeira etapa da linha, que incluiu escavação de 12,8 quilômetros de túnel e a construção de seis estações, já custou mais de R$ 2,3 bilhões.

domingo, 17 de outubro de 2010

Metrô improvisa passarela para abrir estação Pinheiros

17/10/2010 - Os Amigos da Presidente

O Metrô de São Paulo fez mudanças no projeto original, decidiu improvisar e inclusive bancar a implantação de uma passarela provisória na tentativa de entregar a estação Pinheiros da linha 4-amarela no final deste ano.

O gasto de R$ 1,542 milhão será custeado pela própria companhia porque a estrutura definitiva, sob responsabilidade das empreiteiras do Consórcio Via Amarela, só ficará pronta no ano que vem.

A montagem da passarela provisória, com peças de aço tubular, visa possibilitar a integração dos passageiros com a estação Pinheiros da linha 9-esmeralda da CPTM. Sem a conexão, a importância da linha 4 fica limitada.

O contrato do Metrô com a Ina Representações prevê que, em até nove meses, a estrutura seja desmontada -e substituída pela definitiva.

A linha 4 do metrô está em construção há sete anos e, cinco meses atrás, teve duas estações (Faria Lima e Paulista) abertas em operação assistida, das 9h às 15h.

A abertura de uma cratera na estação Pinheiros deixou sete mortos em janeiro de 2007, nos primeiros dias do governo José Serra (PSDB).

Depois de atrasos, a última previsão do governo era inaugurar as duas próximas paradas, Butantã e Pinheiros, no fim do ano, deixando Luz e República para 2011.

Embora a programação ainda esteja mantida, dentro do Metrô há temores de atraso na Pinheiros -que, segundo a companhia, está em "fase final de acabamento".

MUDANÇA DE PROJETO

A construção da passarela na estação Pinheiros representa uma mudança no projeto da linha 4, que previa uma ligação subterrânea entre a malha de metrô e trens.

O Consórcio Via Amarela provavelmente gastaria mais com esse túnel do que com a passarela, segundo técnicos.

O Metrô não informou, porém, se, com a mudança, houve alguma revisão do valor a ser pago pela obra.

Funcionários da companhia suspeitam que a alteração do projeto tenha sido motivada pelo acidente na estação Pinheiros em 2007, quando houve discussões sobre a instabilidade do solo.

Eles também temem que a passarela aumente os deslocamentos a pé para a baldeação com a rede da CPTM.

O Metrô não confirma qualquer relação da cratera com a alteração do projeto.

Ele atribui a mudança de planos à elevação da demanda na linha 9 da CPTM -que circula ao longo da marginal Pinheiros e que teve um salto de 115 mil para 279 mil passageiros diários desde 2006.

Segundo a companhia, a implantação do acesso subterrâneo interligando as estações Pinheiros do Metrô e da CPTM implicaria na operação da linha 9 de maneira restrita naquele trecho.

Ela afirma que "isso era possível à época do projeto inicial", mas que, nos últimos anos, a linha teve aumento de usuários três vezes superior à média das demais. Assim, diz, a construção do túnel provocaria transtornos "como elevação dos intervalos e paralisações pontuais¨. Estado

CET interdita trecho da avenida Adolfo Pinheiro para obras do metrô em SP

16/10/2010 - Folha de São Paulo

A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) vai interditar a partir das 7h deste domingo um trecho da avenida Adolfo Pinheiro, em Santo Amaro, para a realização de obras da linha 5 - Lilás do Metrô. De acordo com a empresa, a interdição deve durar aproximadamente 60 dias.

O trecho a ser interditado fica entre o Largo 13 e a rua Conde de Itu. Os veículos que seguem pelo sentido centro da avenida Adolfo Pinheiro serão desviados para a pista no sentido bairro. Já para os motoristas que seguem no sentido bairro, a opção é a rua Doutor Antônio Bento e a avenida Mário Lopes Leão.

A CET vai monitorar a interdição e orientar motoristas e usuários.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Linha 4 valoriza o entorno em 30% e Metrô quer obras e uma parte do IPTU

13/10/2010 - O Estado de São Paulo - Vitor Hugo Brandalise, Renato Machado, Tiago Dantas

Companhia ainda estuda contrapartidas para aumentar demanda de estações, mas recursos só virão se houver parceria com a Prefeitura

O Metrô pretende cobrar a Prefeitura e a iniciativa privada pela valorização que provoca ao inaugurar novas linhas e estações. A companhia concluiu o primeiro estudo que mostra o impacto nos valores dos imóveis no entorno da Linha 4-Amarela e apontou uma alta média de 30%. Com os dados em mãos, o objetivo é exigir do poder público parte do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e também a construção de moradias sociais nessas áreas.

Desde 2006, a Companhia do Metropolitano de São Paulo analisou 6.049 apartamentos ao longo do ramal, a partir da Luz, no centro, até a Vila Sônia, zona sul. A ideia era fazer um mapeamento detalhado da valorização, para quantificar o desenvolvimento trazido pela linha - e cobrar contrapartidas dos beneficiados pelos investimentos para reverter em melhorias na rede.

"O objetivo é que parte da valorização vá para a companhia. Estamos criando um modelo que será utilizado em todas as linhas quando for finalizado", disse a pesquisadora Marise Rauen Vianna, integrante da Coordenação de Estudos de Impactos Urbanos, Sociais e de Desenvolvimento do Metrô. "O valor das unidades próximas das estações inauguradas está sendo checado. E a pesquisa continuará dentro de um ano, quando faremos outra medição perto das novas estações. Um novo indicador será criado, para buscar a real valorização trazida pelo metrô."

Os primeiros resultados foram apresentados há duas semanas na Comissão de Entendimentos com Concessionárias da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras. Especialistas em Direito avaliam que o Metrô precisa fechar parcerias para obter recursos, pois o caso não pode se enquadrar no tributo de "contribuição por melhoria". "Precisa haver acordo entre o Estado e o Município, mas não existe como o Metrô obrigar o pagamento", diz o professor da Universidade de São Paulo (USP) Fernando Menezes.

Moradias sociais. Além de pressionar para que parcela do IPTU seja investida na rede, o Metrô pretende utilizar o estudo para subsidiar outras negociações. A construção de moradias sociais perto da rede, segundo a Coordenadoria, é um dos interesses da companhia, que pretende fazer acordo com a Prefeitura para isso. "Assim, a população mais pobre não será expulsa do entorno, como geralmente ocorre", disse Marise.

O estudo também será usado como base para convencer empreendedores a construir imóveis para classe média - que é exatamente o público-alvo do metrô - próximo das estações. "Com a demanda distribuída ao longo da rede, haverá um maior número de viagens por mais pessoas. É bom para a população, que se desloca menos, e para o Metrô, que terá maior número de viagens e, consequentemente, mais tarifas pagas", disse o presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Metrô, José Geraldo Baião.

Valorização. A valorização média de 30% fica em imóveis localizado a até três quarteirões da Linha 4-Amarela (300 metros). Em pesquisa com imobiliárias, o Metrô descobriu também que o maior interesse do mercado é no Largo da Batata - a valorização chega a mais de 100% - e na Vila Sônia, na zona sul.

A médio prazo, deve ser valorizado o entorno das Estações Oscar Freire, Fradique Coutinho, Higienópolis (previstas para 2012), Butantã (para novembro) e da já inaugurada Paulista. O perfil residencial mais cotado para construção no entorno da Linha 4 foi o de unidades "econômicas", para classes B e C. O mercado demonstrou interesse em empreendimentos comerciais que recebam demanda de metrô, como é o caso de shoppings ligados às estações.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Metrô defende sistema, que sairá do papel em 2012

10/10/2010 - O Estado de S.Paulo

O Metrô afirma que a opção pelo "metrô leve" em algumas linhas se deve a diversos fatores. Como melhor inserção urbana, atendimento à demanda, menos desapropriações, custo inferior para instalação, menor impacto ambiental e urbanístico, entre outros.

De acordo com a empresa, as linhas foram planejadas para atender à procura, a partir de dados da pesquisa Origem-Destino de 2007 e das condições socioeconômicas e sociais da população, projetados para o futuro.

A previsão de entrega das primeiras estações da expansão do Expresso Tiradentes é 2012. A linha estará em operação até a região de Cidade Tiradentes em 2014. A expectativa é de 500 mil usuários por dia. Já a Linha 16-Prata (Cachoeirinha-Lapa) está com projeto funcional em desenvolvimento.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

São Paulo governor signs metro finance deal

05/10/2010 - IRJ

THE governor of the Brazilian state of São Paulo Mr Alberto Glodman has signed a $US 780 million financing agreement with the International Bank for Reconstruction and Development (IBRD) to help fund metro projects in São Paulo.

The funds include $US 650 million for the Line 5 expansion programme, which will be used to buy 26 new trains. The $US 2.5 billion project is also being supported by the Brazilian Development Bank ($US 432 million), the International Development Bank ($US 481 million) and the state treasury ($US 921 million).

The remaining $US 130 million will be used to complete Line 4 (pictured), the city's first fully-automated metro line, which when fully opened, will run for 12.8km between Luz and Villa Sônia. The initial 3.6km section between Faria Lima and Paulista opened in May.



saopaulo4-5.jpg


http://www.railjournal.com/newsflash/s-o-paulo-governor-signs-metro-finance-deal.html

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Metrô SP tira bancos para abrir espaços

30/09/2010 - Jornal Agora/SP

Os trens do Metrô com mais de 20 anos de uso terão bancos retirados para ganhar mais espaço. A reforma faz parte de um projeto de modernização das composições, que ganharão ar-condicionado e mais barras para que os passageiros se segurem.

Os trens reformados devem ter a mesma configuração das novas composições. Ao lado das portas, haverá apenas um assento de cada lado, aumentando o espaço para os passageiros.

O objetivo da mudança, segundo o Metrô, é melhorar a circulação de pessoas que entram e saem dos vagões, além de adequar o espaço para os passageiros com necessidades especiais.

Metrô SP lança edital para construção da Linha 17-Ouro


01/10/2010 - Revista Ferroviária


O Metrô de São Paulo lançou ontem (30) o edital para a implantação da Linha 17-Ouro, operada por monotrilho, que ligará a estação Jabaquara (Linha 1-Azul), o Aeroporto de Congonhas e a estação São Paulo-Morumbi (Linha 4-Amarela).

O edital estará disponível no site e na sede do Metrô a partir de segunda-feira, 04 de outubro. A abertura das propostas deve ocorrer em 18 de novembro.
A empresa vencedora será responsável pela implantação da linha, fornecimento da frota de 24 trens e sistemas. O contrato terá 42 meses de vigência a partir da assinatura. O ganhador será aquele que oferecer o menor preço dentre as empresas habilitadas.

Quando concluída, a Linha 17-Ouro terá 18 km de extensão, com 19 estações: Jabaquara; Hospital Sabóia; Cidade Leonor; Vila Babilônia; Vila Paulista; Jardim Aeroporto; Congonhas; Brooklin Paulista; Vereador José Diniz; Água Espraiada; Vila Cordeiro; Chucri Zaidan; Morumbi; Granja Julieta; Panambi; Paraisópolis; Américo Mourano; Estádio Morumbi; São Paulo-Morumbi.

A Linha seguirá o traçado das avenidas Roberto Marinho, Nações Unidas, Perimetral e João Jorge Saad, entre outras.  Haverá conexão com o sistema metro-ferroviário nas estações Jabaquara (Linha 1-Azul) e Morumbi da CPTM (Linha 9-Esmeralda) e nas futuras estações Água Espraiada (Linha 5-Lilás) e São Paulo-Morumbi (Linha 4-Amarela).
A previsão é atender cerca de 230 mil pessoas/dia.

http://www.revistaferroviaria.com.br/index.asp?InCdNewsletter=5621&InCdUsuario=&InCdMateria=11588&InCdEditoria=1

O metrô paga pelo sucesso

27/09/10 - O Estado de São Paulo

Um defeito no sistema de controle das portas de uma composição que circulava na Linha 3-Vermelha do metrô de São Paulo provocou a paralisação do serviço por mais de duas horas em 18 estações, prejudicando pelo menos 250 mil pessoas em pleno pico da manhã de terça-feira. Presos dentro dos vagões, no escuro e sem ar condicionado, os passageiros acionaram os comandos de abertura das portas e caminharam sobre os trilhos. Foi a 14.ª falha do metrô em pouco mais de quatro meses, conforme levantamento do Estado. Segundo a Companhia do Metropolitano, uma blusa impediu o fechamento das portas, provocando o problema. Para os especialistas em transporte público, a superlotação do sistema explica as panes recorrentes.

O metrô apresenta números impressionantes. É o segundo do mundo em número de passageiros por quilômetro de linha, perdendo apenas para o metrô de Tóquio. Essa relação expressa a intensidade de utilização da rede disponível. Na capital paulista, que dispõe de uma rede metroviária de 65,3 quilômetros, o índice alcança 11,5 milhões de passageiros transportados por quilômetro por ano, muito próximo do índice do metrô de Tóquio, de 11,9 milhões de pessoas por quilômetro por ano, mas numa rede de 286,2 quilômetros de trilhos. No último dia 3, véspera do feriado prolongado de 7 de Setembro, 3,794 milhões de pessoas passaram pelas catracas das 57 estações das quatro linhas do sistema paulistano - um recorde.

Nos últimos anos, o governo do Estado decidiu investir significativamente no programa Expansão SP, um projeto de melhoria do serviço em todo o sistema metroferroviário da região metropolitana de São Paulo. A meta é quadruplicar a rede, dos atuais 65,3 quilômetros para 240 quilômetros - dessa malha, 160 quilômetros são de linhas da CPTM - trens urbanos que passarão a circular com o conforto oferecido pelo metrô. Com esse projeto, espera-se atender a um aumento de 55% da demanda atual.

Embora os esforços do governo sejam significativos - o investimento até o fim do ano é de R$ 21 bilhões -, cada avanço do programa traz para o sistema uma quantidade de pessoas maior do que a planejada. Para cada dez novas vagas nos vagões, há pelo menos 13 novos passageiros. São pessoas que trocam os péssimos serviços prestados por ônibus e lotações pela qualidade oferecida pelo metrô. Assim, quanto mais o sistema melhora, mais passageiros atrai e maior a superlotação dos trens, causa principal das falhas. O sucesso se transformou em problema no metrô.

Esse efeito perverso só poderia ser neutralizado pela efetiva integração entre os sistemas de ônibus, metrô e trens, que fosse além do bilhete único. Mais do que oferecer tarifa única para os passageiros por um determinado período de viagens entre esses modais, as autoridades deveriam exigir que a qualidade, a eficiência e a segurança dos serviços prestados por cada um dos meios de transporte fossem equivalentes às do metrô.

Um sistema de ônibus que ofereça conforto aos passageiros, racionalidade nos trajetos, velocidade assegurada por corredores exclusivos e estações de transferência modernas pode competir de igual para igual na preferência dos passageiros. E com investimentos menores do que os exigidos para a construção de uma rede metroviária.

Especialistas estimam que há necessidade de 500 quilômetros de trilhos de metrô para atender a toda a demanda da capital e região. É o dobro do que se pretende atingir com o Expansão SP. A incapacidade do Estado de acompanhar o aumento da demanda deságua na insatisfação dos usuários. Na pesquisa da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), o índice de passageiros do metrô que consideram o serviço bom ou excelente recuou de 96% em 1999 para 82% no ano passado.

Portanto, será fundamental que o governo estadual refaça o planejamento de seus investimentos. As prefeituras da Grande São Paulo, por sua vez, precisam unir seus esforços aos da Companhia do Metropolitano no planejamento do transporte público.

http://www.cbtu.gov.br/noticias/clipping/2010/mes09/270910a/270910a.html